AVALIACAO DA INTEROCEANICA SUL – Perú

  Por: Francisco Pantigoso Velloso da Silveira

Advogado tributarista internacional

Consultor econômico de intercambio comercial

Representante da Câmara Peru – Brasil no RJ – FEDERASUR

A Interoceanica Sul que une os portos peruanos de Ilo, Matarani e San Juan com o Acre e Rondonia, esta totalmente pronta. Uma realidade de intergracao maravilhosa. Já vão vários meses desde a inauguração dela no ano pasado. Para os peruanos e uma incrível oportunidade de levar os produtos de hortifrutti, cimento, barras de aço, pedras de construcao, etc. a esas regiões brasileiras, a preços que são muito mais baixos que os que se compram desde São Paulo para o Acre, distante a 5,000 kms. de este ultimo Estado.  Para os brasileiros, as vantagens são muitas também: acceso a exportar aos EEUU e Ásia pelos portos peruanos, aproveitar as vantagens tributarias de varias zonas do Peru para fazer negócios (Amazônia, Serra Alta, CETICOS –especie de ZPE- ubicada em Ilo), ter uma melhora na qualidade dos produtos de hortifrutti que podem chegar em melhores condições que desde São Paulo e outras cidades do Sul do Brasil

Agora bem, os problemas que se podem constatar até hoje, são os seguintes, em relacao a viabilidade desta Rodovia monumental:

1)     Falta ainda um maior conhecimento tanto dos empresários brasileiros como peruanos das vantagens de esta Rodovia (menor distancia para chegar ao Pacifico, sem usar o porto de Santos), complementariedade dos produtos que se podem comercializar entre Peru e Brasil, custos de improtacao.

2)     Não existem cargas que estem retornando com produtos. Na maioria dos casos, o transporte chega com carga mas volta vazio ao lugar de origem, producindose o que se chama de “falso frete” o que vem encarecendo o custo do transporte.

3)     Não há muitas opções de transporte terrestre peruano e brasileiro querendo entrar na Interoceanica, já que o movimento de carga ainda e fraco. O Peru deveria incentivar aos transportistas a modernizar suas frotas, com incentivos fiscais.

4)     Falta opções de alternativas de despachantes na Área de fronteira brasileira com o Peru.

5)     Deve-se liberar mais rapidamente os produtos que são perecíveis na área de alfândega brasileira, a fim de evitar perdas especialmente de hortifrutti (evitar burocracias).

6)     Deve existir equidade nas negociações brasileiro – peruanas, já que a moeda brasileira esta quase 60% mais forte que a peruana em relacao ao dólar como moeda comum de negociação.

7)     Os governos deveriam alentar o cultivo durante todo o ano de hortifrutti de exportacao ao Brasil, já que muitas vezes os produtos existem mais já estão destinados aos mercados europeos, asiáticos ou americanos; não existindo possibilidades de fornecimento permanente ao Brasil, por falta de planejamento de produtos de exportacao.

8)     A Interoceanica e uma vantagem do Peru até Rondônia pasando pelo Acre. Estados mais distantes do que isso determinam um frete muito alto e já não competitivo frente aos produtos que podem chegar de São Paulo e o sul do Brasil.

9)     A Interoceanica deve estar complementada com vôos de Lima a Rio Branco e viceversa, para facilitar as negociações entre os empresários do Peru e Brasil. Por exemplo, linhas aéreas como Trip e Azul no Brasil, deveriao procurar parcerias com as peruanas.

10) Falta divulgação da ZPE do Acre com mais agressividade no Peru, a fim de levar industria com capitais peruanos a esa área de industrialização especial.

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